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Ocesp considera Plano Safra razoável, mas sugere cautela com juros pós-fixados
12/06/2018

Nesta quarta-feira, 6, o governo federal anunciou o montante de R$ 194,3 bilhões para financiar custeio, investimentos e apoiar a comercialização da safra brasileira 2018/2019. Os recursos poderão ser acessados pelos agricultores e suas cooperativas entre 1º de julho deste ano e 30 de junho de 2019 (clique aqui para ver os principais pontos do plano).

A cerimônia ocorreu no Palácio do Planalto e contou com a presença do presidente Michel Temer e do ministro da Agricultura, Blairo Maggi. O presidente da OCB, Márcio Lopes de Freitas, prestigiou o lançamento do Plano Safra ao lado de representantes de unidades estaduais. Pela Ocesp, participou o consultor de agronegócio Sinohe Oliveira.

As taxas de juros de custeio foram reduzidas para 6% ao ano para a linha do Pronamp (com renda bruta anual de até R$ 2 milhões) e para 7% ao ano para os demais. Já as taxas para os financiamentos de investimento ficaram entre 5,25% a.a. e 7,5% a.a.. Para o presidente da Ocesp, Edivaldo Del Grande, as reduções poderiam ser maiores, dada a importância do setor agropecuário para o País. “O agronegócio tem sido a salvação da economia há muitos anos. Merece uma atenção maior por parte do governo. Mas, diante da situação atual do País, foram reduções razoáveis”, diz Del Grande.

Segundo o presidente, a manutenção de linhas de financiamento específicas para cooperativas é um ponto a se destacar. “Há pouco tempo, quase perdemos esse tipo de financiamento. Atuamos firmemente para mostrar ao governo a importância das cooperativas agrícolas, que reúnem, em sua maioria, minis e pequenos produtores”, frisa Del Grande.

Uma novidade neste ano é a modalidade de financiamento com taxa pós-fixada (para operações com prazo superior a 12 meses), que oferece ao produtor rural uma taxa inicial menor, porém com juros de 0,33% ao ano somados ao IPCA. Del Grande sugere cautela às cooperativas. “Já tivemos experiências drásticas com taxas pós-fixadas, que acabaram quebrando muitos agricultores e, por consequência, suas cooperativas. Importante ter cuidado, analisar bem os cenários antes de optar pela modalidade, já que uma taxa variável possui muitos riscos, especialmente num período de instabilidade econômica”, adverte o presidente.

Vale também ressaltar o montante de R$ 600 milhões para subvenção do seguro rural, R$ 50 milhões a mais que no plano anterior. "O governo deve olhar com atenção especial a política de subvenção, que reduz o custo da contratação do seguro pelos produtores. Sem isso, os minis e pequenos agricultores, em caso de frustração de safra, dificilmente conseguem se manter na atividade, o que pode gerar impactos econômicos significativos em municípios essencialmente agrícolas e o agravamento de problemas sociais nos centros urbanos”, salienta Del Grande, enfatizando a importância de aporte de mais recursos para o seguro rural assim como sua disponibilização em tempo hábil para os produtores. 
 


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