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Cooperativa: modelo de sustentabilidade
10/07/2014

Por Edivaldo Del Grande (*) 

As cooperativas vêm cumprindo papel de vanguarda no atual panorama econômico mundial. Os mercados, em todas as partes do mundo, seguem a regra da competição desenfreada, muitas vezes provocando o naufrágio de sonhos e perspectivas de pessoas e empresas. Por outro lado, a essência do cooperativismo rompe com os atuais paradigmas para se colocar como alternativa indispensável ao desenvolvimento com sustentabilidade. A força das cooperativas, presente em mais de 100 países e agregando uma população superior a 1 bilhão de pessoas, mostra a possibilidade de construir uma sociedade com melhor distribuição de renda e maior justiça social.
 
“As cooperativas conquistam o desenvolvimento sustentável para todos” foi o tema escolhido pela Aliança Cooperativa Internacional (ACI) para comemorar este ano, no primeiro sábado de julho, o Dia Internacional do Cooperativismo. O tema é um dos mais apropriados para o momento e reflete a preocupação do movimento cooperativista, fundamentado na necessidade de garantir de maneira sustentável as condições de vida de seus cooperados e, por conseguinte, das comunidades onde eles vivem.
 
A palavra sustentabilidade tem sido aplicada das mais variadas formas. Mas, de maneira geral, o conceito evoluiu para designar a integração das dimensões ambiental, econômica e social de um lugar. Mais uma vez, temos nessa visão o cooperativismo como precursor da sustentabilidade moderna, que coloca as necessidades humanas em seu centro, e é capaz de responder às crises atuais.
 
Um estudo encomendado pela ACI, apresentado em novembro de 2013 em sua conferência na Cidade do Cabo, concluiu que as cooperativas incorporam a sustentabilidade em seu modelo operacional. O relatório serviu de base para que a Organização das Nações Unidas (ONU) apelasse aos governos do mundo todo a promover e facilitar o desenvolvimento de cooperativas.
 
No Brasil, já ficou provado que a presença de cooperativas em uma determinada região faz toda a diferença no seu desenvolvimento. Segundo um estudo da Universidade de São Paulo (USP), os municípios que contam com a atuação de cooperativas têm melhor Índice de Desenvolvimento Humano (IDH). É simples: as cooperativas não concentram capital. A renda obtida, que é distribuída a seus cooperados de maneira proporcional à participação ou trabalho de cada um, movimenta a economia da localidade e atrai investimentos em saúde, educação, transporte, moradia, comércio, lazer, etc.
 
Fazemos a diferença. Mas o movimento cooperativista ainda tem muitos desafios para avançar no Brasil. Somos 5% da população, enquanto em países mais desenvolvidos a parcela de cooperados ultrapassa os 50%. As autoridades brasileiras ainda não compreenderam direito a importância das cooperativas. O cooperativismo é um instrumento essencial para qualquer governo. Representa a real possibilidade de equilíbrio de forças entre os diversos atores econômicos e contribui para o crescimento sustentável das comunidades.
 
(*) Edivaldo Del Grande é presidente da Organização das Cooperativas do Estado de São Paulo (Ocesp) e do Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo no Estado de São Paulo (Sescoop/SP)


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