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Aposta nos orgânicos
12/03/2013

*Flávia Maria Sarto

As cooperativas paulistas têm agora uma grande oportunidade para investir em um mercado em acelerada expansão. O governo do Estado anunciou recentemente o Projeto São Paulo Orgânico, desenvolvido em conjunto pelas secretarias estaduais de Agricultura e Meio Ambiente. A ideia é incentivar a produção de alimentos saudáveis por meio de financiamento do Faeap (Fundo de Expansão do Agronegócio Paulista). O projeto, com valores de até R$ 400 mil por cooperativa, tem prazo de pagamento de até sete anos, carência de quatro anos e juros de 3% ao ano.
 
O São Paulo Orgânico é um grande passo para a agricultura paulista, já detentora de importantes indicadores. Os agricultores, individualmente ou reunidos em cooperativas, terão a oportunidade de qualificar sua produção por meio de recursos que podem ser aplicados na certificação da área produtiva, na modernização do processo de cultivo e na cobertura das análises laboratoriais, entre outros quesitos. A agricultura orgânica requer atenção especial e o agricultor precisa buscar certificação para garantir mercados cativos para os seus produtos.
 
Por outro lado, o consumidor está cada dia mais preocupado com o que coloca no prato da sua família. Isso até parece uma volta às origens, lembrando as histórias de nossos avós, que contavam que podiam colher lá no fundo do quintal o alimento para as refeições do dia. O produto fresquinho saía da horta para a mesa da casa. O alimento orgânico traz na sua essência esse resgate, mas com um viés moderno. Já não podemos mais ir ao fundo do nosso quintal, mas precisamos contar com agricultores e comerciantes responsáveis, que são as duas pontas desse mercado.
 
Os produtos orgânicos têm muito espaço para crescer e o aumento da sua produção pode reduzir custos e conquistar consumidores. Uma pesquisa da Associação Brasileira de Supermercados (Abras), de 2012, revela o tamanho do mercado desses alimentos no país. Segundo o levantamento, a região Sudeste representa 70% das vendas de orgânicos do país. Em seguida, vem a região Sul, com apenas 10% do comércio desses produtos. São Paulo é o maior consumidor de orgânicos, com 56,26% das vendas da região Sudeste. Além desse mercado, podemos pensar em exportar esses produtos que, com certeza, terão boa aceitação no mercado internacional.
 
A produção de orgânicos ainda engatinha por aqui, mas acreditamos que ela pode ser um diferencial para o produtor paulista. O projeto recém-lançado pelo governo do Estado é um passo importante para solidificar essa proposta e incentivar pesquisas e novas técnicas para transformar o produto orgânico em marca registrada de São Paulo.
 
*Consultora do ramo de Agronegócio do Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo no Estado de São Paulo (Sescoop-SP)


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