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O clamor cooperativista
05/07/2013

Por Edivaldo Del Grande*

As recentes manifestações populares em dezenas de cidades brasileiras levantaram reivindicações adormecidas e reacenderam a chama por maior justiça social. O espírito de mudança ganhou as ruas com a união de milhares de jovens presentes nas passeatas. A força dos protestos foi capaz de chamar a atenção internacional e provocar mudanças imediatas na atitude das autoridades dos três poderes. Foi uma demonstração do quanto a democracia brasileira, conquistada há pouco tempo, é vibrante e promissora.

A mobilização dos cidadãos unidos por objetivos comuns sempre foi o motor das grandes transformações históricas, no Brasil e no mundo. Foi assim que os americanos conquistaram os direitos civis, nos anos 1960, e nós readquirimos o direito de votar para presidente, em 1988.

Essa força transformadora também fez nascer o cooperativismo no século XIX. Insatisfeitos com as consequências da Revolução Industrial, que explorava os operários, um grupo de 28 tecelões de Manchester (Inglaterra) fundou, em 1844, a primeira cooperativa da história – Sociedade dos Probos Pioneiros de Rochdale. A preocupação com o futuro de suas atividades, o acesso restrito a gêneros de primeira necessidade, a falta de moradia, de uma boa educação e de outros direitos sociais básicos, motivaram aquelas pessoas a criar um novo modelo de negócios, que garantiu sustento às famílias de artesãos da região.

A influência dos ingleses se espalhou por todo o mundo e hoje está presente em mais de 100 países, com um contingente de mais de 1 bilhão de cooperados em cinco continentes. No Brasil, a força da união nas cooperativas é responsável, por exemplo, por 50% da produção agrícola. No cooperativismo de crédito, já temos a segunda maior rede de pontos de atendimento do Sistema Financeiro Nacional. Estamos presentes nas mais diversas atividades da economia, como produção, habitação, infraestrutura, consumo, saúde, transporte, entre vários outros serviços, mas sempre com o viés social, ou seja, com o objetivo maior de melhorar a vida das pessoas.  Por isso, neste primeiro sábado de julho, vamos comemorar o Dia Internacional do Cooperativismo.

Em 2013 essa comemoração tem um sabor especial. O cooperativismo brasileiro espera há anos por uma importante regulamentação. A Câmara dos Deputados decidiu aprovar o regime de urgência para o Projeto de Lei Complementar (PLP) 271/2005, que prevê um tratamento tributário adequado ao ato cooperativo. A nova legislação vai ajudar a preencher uma lacuna jurídica para as cooperativas e afastar as eventuais inseguranças vividas pelo nosso sistema. Temos certeza de que, em muito breve, vamos comemorar mais essa conquista.

É preciso dar o adequado tratamento às cooperativas brasileiras. Já está provado que nos municípios que contam com a presença de cooperativas, o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) é superior ao de outras cidades. As cooperativas trazem na sua essência um sistema econômico baseado na cooperação entre as pessoas. Organizadas em cooperativas, as pessoas ganham maior poder de negociação, conseguem diminuir seus custos e conquistam a possibilidade de suprir suas reais necessidades. Está no cerne do sistema cooperativista contribuir para a construção de uma sociedade mais justa, livre e fraterna.


*Edivaldo Del Grande é presidente da Organização das Cooperativas do Estado de São Paulo (Ocesp) e do Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo no Estado de São Paulo (Sescoop/SP).


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