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Equilíbrio de forças no crédito
19/03/2012

Por Edivaldo Del Grande*

Historicamente, os lucros astronômicos dos bancos instalados no país contrastam com as dificuldades de crédito e o endividamento de boa parte da população brasileira. Os ventos sempre sopraram a favor das grandes instituições financeiras, que gozam de grande poder no mercado brasileiro. Mas novas perspectivas trazem a possibilidade de equilíbrio e maior competição no setor.                                                                                              
Assim, uma nova história começa a ser escrita com o crescimento das cooperativas de crédito. Em 2010, essas instituições aumentaram em 330% os depósitos em relação a 2002, passando de R$ 6,9 bilhões para R$ 30,1 bilhões. No mesmo período, o patrimônio líquido aumentou 400%, saltando de R$ 2,6 bilhões em 2002 para R$ 13,1 bilhões em 2010.
Os resultados positivos e a seriedade do cooperativismo de crédito não passaram despercebidos ao nosso governo. O presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, por exemplo, destacou recentemente a importância do papel das cooperativas de crédito. O economista lembrou que o sistema de cooperativismo passou bem pela crise de 2008 e 2009 e deu uma contribuição importante, principalmente nos municípios do interior do País, quando os bancos retraíram sua oferta de crédito. Em reconhecimento à eficiência de nosso sistema, Tombini afirmou a tendência de as tarifas e juros de empréstimos serem menores, principalmente nos municípios com forte presença do cooperativismo.
Ao contrário das instituições financeiras tradicionais, as cooperativas de crédito caminham juntas com seus cooperados. Os diferenciais das cooperativas começam com atendimento personalizado, direto com o gerente. Ele é responsável pela análise geral da vida financeira do cooperado, auxiliando sua recuperação, estabelecendo prioridades e trabalhando como um consultor financeiro. Por sua vez, os bancos oferecem dinheiro ao correntista, até o seu limite de pagamento. Apesar dos benefícios evidentes e da eficiência de sua atuação, o cooperativismo de crédito responde por apenas 2% do mercado.
Está aí uma missão para nosso setor. As portas se abrem e devemos passar por elas. O Estado de São Paulo, que comporta o maior centro financeiro do País e é responsável pela maior fatia do PIB brasileiro, se apresenta como um celeiro fértil para o crescimento das operações de crédito por cooperativas. As 290 cooperativas paulistas, por exemplo, já administram R$ 10 bilhões de ativos financeiros e desfrutam de R$ 3,5 bilhões de Patrimônio Líquido, além de R$ 5 bilhões em depósitos e uma rede de 659 Postos de Atendimento Cooperativo (PACs). O cooperativismo de crédito já faz história internacional, enfrentando de igual para igual grandes corporações, que atuam no mercado financeiro como verdadeiros apostadores de cassino.
No Ano Internacional das Cooperativas, os números das cooperativas de créditos mostram que essa nova maré chegou para trazer boas novas aos correntistas e a todos aqueles que precisam de crédito justo. No Brasil, um novo rumo está em curso, freando a ganância e oferecendo uma oportunidade verdadeira de crescimento com responsabilidade.
*Presidente do Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo no Estado de São Paulo (Sescoop/SP) e da Organização das Cooperativas do Estado de São Paulo (Ocesp)


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